


O MAR
Quando olho para ti, ó MAR,
E procuro descobrir,
Os infindáveis segredos
Que guardas no teu imenso corpo líquido,
Divinamente temperado,
Não posso deixar de me sentir,
Infinitamente pequeno,
Perante tanta grandeza.

Foste tu, ó MAR,
O berço dos primeiros homens.
Que passo a passo, meio confusos,
Foram desbravando as tuas águas.
Que partindo à tua descoberta,
Iam descobrindo outros “mares”.
És tu, ó MAR,
Que tantas vezes, sereno,
Tantas vezes, enfurecido,
Beijas as margens,
De areias brancas e finas,
De areias sujas e grossas,
De rochas abruptas e austeras,
De grutas idílicas e virgens,
Dos cinco continentes.

És tu, ó MAR,
Que cercas as Ilhas,
Que timidamente se atrevem
A roubar-te um espaço,
Sem tua autorização!…
És tu, ó MAR,
Que engrandeces,
Com tuas águas, transparentes e limpas,
Toda a beleza
Dos recifes e dos corais.
Paraísos submersos,
Ainda por explorar!…
És tu, ó MAR,
Que serves de lar…
- Habitat natural –
A um sem fim de famílias animais,
Fauna rica de variadas cores.
De variados tamanhos.
De variadas formas.
Em todas,
Sentidos mansos e ferozes!

És tu, ó MAR,
O palco real e vivo,
Aonde com cenários deslumbrantemente decorados,
E com música quase sempre suave,
Tantas vezes silenciosa,
Fazes agitar os teus habitantes,
Convidando-os a dançar,
Singelamente,
Numa coreografia esmerada,
Mostrando,
Os mais belos passos dum bailado.
És tu, ó MAR,
Que escondes aquela sereia,
Que no sonho do homem,
Desde sempre habita.
És tu, ó MAR,
Que me fazes esquecer,
Tantas desilusões e esperanças
Dum mundo melhor.
És tu, ó MAR,
Que me fazes rir,
Por tantas alegrias e esperanças
Nos rostos das crianças.
Homens do amanhã.
Que como eu,
Irão procurar descobrir,
Os teus segredos,
Ó MAR!… |
2005-09-04 04:17:02 - 9 comentários.
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